3/16/2010

Surgida cerca de 4000 anos antes de Cristo, a astrologia era na Mesopotâmia conhecimento privilegiado de uma casta sacerdotal que a pôs ao serviço dos soberanos e da aristocracia. No cimo de torres de sete andares – em analogia com os 7 Planetas visíveis a olho nu - e chamadas de Ziggourat, observavam com precisão o movimento dos astros nos céus. E não se pode negar que tenham alcançado grande mestria nos seus cálculos matemáticos pois foram capazes de prever eclipses solares e lunares. De resto, as divisões comuns do calendário ocidental como os meses, dias, semanas e horas foram então elaborados.

O papel central estava reservado ao sol, personalizado num Deus; mas os demais planetas eram também divinizados, pois se as estrelas eram fixas, algumas entre elas, pareciam-se deslocar-se. E que outra coisa poderiam ser os astros que aportavam a luz dos céus a terra, senão como símbolos ou mesmo a materialização dos Deuses aos olhos dos nossos remotos antepassados?

As figuras que os homens, então, viam nas constelações – sobretudo nas constelações do Zodíaco - , surgiam como símbolos espelhando as suas convicções religiosas. Essa mitologia não era associada aos céus de forma arbitrária, mas já como resultado da observação que a passagem do Sol, da Lua e dos Planetas produzia na Terra e nos homens.

Nesse tempo, existia uma astrologia praticamente consagrada à predição dos acontecimentos colectivos como o demonstram, por exemplo, as descobertas arqueológicas da cidade mesopotâmica de Ninive e donde cito a seguinte tabuinha de argila:

“Mercúrio é visível. Quando Mercúrio é visível no mês de Kislou, há ladrões no país. Se uma auréola rodeia a Lua e Júpiter se encontra no seu interior, o rei da Acádia será cercado – e os animais perecerão nos campos”

3 comentários:

Luís Rocha disse...

http://www.esquerda.net/content/view/15670/130/

Depois de ler um artigo do Mário Tomé a enxovalhar a Revolução Cubana, finalmente dou-me conta dos meus erros, não resta uma grama de marxismo no Bloco. Tinhas razão F.!

não fui eu quem disse...

Tinha razão?

o Pedro que procura Inês disse...

"Não fui eu quem":

É isso, pá! Eu e todos os meus amigos somos homossexuais frustrados e impotentes com 2 neurónios no cérebro!

Podes gozar um fim de semana tranquilo, na segurança das tuas certezas confirmadas.