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4/24/2010

As armas de Abril

Nunca se chegou a descobrir "a arma do crime", porque não havia "arma", senão a arma da expressão livre e do protesto: as armas do 25 de Abril. E armei-me! E dei tiros, fiz sangue e quiseram o meu, pois não tinham sugado tudo! Ressabiaram-se porque havia um filme e eram gozados. Sim, culpado! Gozei-os. Mas mofaram-se os Meninos do Maria Matos. Até hoje. E quiseram vingar-se e vingaram-se com uma queixa-crime. Pois foi: "ameaça com arma"! E como eu tinha a cara do mexilhão, deixei-me convencer pelos Janotas da Justiça que me fizeram pagar 200€ para que assim se arquivasse. E arquivou-se, porque eu paguei: 200€ mais pobre por ter protestado, em filme e em minha casa, pela usurpação de "Pedro procura Inês" por um Teatro. E era Público, o Teatro! E era tudo espírito de Abril, pois foi: 40 anos depois.


1/08/2010

Título Registado

Cabe-me anunciar que "Pedro procura Inês" é já um título registado no IGAC (Inspecção Geral das Actividades Económicas). É triste, é o capitalismo e eu tive de registar a troco de 25€ a minha história de amor para que não aparecessem outros chicos-espertos a tentar vender bilhetes para a plateia à minha custa.

Relembro que o Teatro Maria Matos não chegou a retirar a queixa-crime que levantaram contra mim por alegada "ameaça com arma" a propósito deste vídeo de protesto.Publicar mensagem

10/21/2009

Manobras do Maria Matos

Infelizmente, tenho de regressar a um tema por demais estafado:

Os Meninos do Maria Matos faltaram à palavra dada e não retiram a queixa-crime! Hoje tenho de dar resposta: ou pago 200£€ e o Ministério Público arquiva a queixa-crime ou não pago e vou a tribunal!!!!

9/07/2009

a arma do Crime



Até aqui tinha as armas do 25 de Abril: o direito de expressão, o direito à crítica e o direito ao protesto.

Agora tenho uma nova: está tudo no vídeo.

9/06/2009

Direito de autor? Direito convexo? Direito de pernada?
E que tal... o direito à ética?
vocês vão ficar muito mal neste retrato


"Fiquei a saber que “Pedro procura Inês” é um verso seu e o título de um projecto artístico da sua autoria (...)"
Mark Deputter,
por e-mail, reconhecendo o óbvio
poucos parágrafos antes de me anunciar a queixa-crime

9/05/2009

"Morra Dantas, morra! Pim"
Almada Negreiros
Não consta que o Almada tenha ido parar com os costados à cadeia, ou que o Dantas se tenha sujeitado ao ridículo de ir fazer queixinhas à polícia por "ameaça de morte"...
Claro que, demais sei eu não valer, nem sequer, 10 vezes menos que um Almada Negreiros. Só não sabia que os Meninos do Maria Matos quisessem provar ao mundo que conseguiam ser 100 vezes piores do que um Júlio Dantas...
Vivemos para aprender, não é?

9/04/2009

Agora tens mais do que te queixar

Mark Deputter
director artístico(?!?) do Teatro Maria Matos:


Achei que "ameaça com arma" era pouco e eu quero mais, até porque a tua queixa-crime não tem grande sustentação... Seria então melhor dar-te uma ajuda. Depois desta adaptação do poema do Almada Negreiros, tu e os "Meninos do Maria Matos" já podem ir fazer mais queixinhas à policia. Ena! Mais queixinhas à polícia! Muitas mais. Agora podem queixar-se que te ameacei de morte: só pode, né? escrever "morra Deputter"... Vá Deputter, vai lá fazer queixinhas! Corre, anda, vai


Basta pum basta!

Uma geração, que consente deixar-se representar por um Deputter é uma geração que nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indígnos e de cegos! É uma resma de charlatões e de vendidos, e só pode partir abaixo de zero!

Abaixo a geração!

Morra o Deputter, morra! Pim!
Uma geração com um Deputter à proa é uma canoa em seco!
O Deputter é um cigano!
O Deputter é meio cigano!
O Deputter saberá gramática, saberá sintaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias pra cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ele faz!

O Deputter pesca tanto de poesia que até faz sonetos com ligas de duquesas!
O Deputter é um habilidoso!
O Deputter veste-se mal!
O Deputter usa ceroulas de malha!
O Deputter especula e inocula os concubinos!
O Deputter é Mark!

Morra o Deputter, morra! Pim!

(...)

O Deputter nu é horroroso!
O Deputter cheira mal da boca!
Morra o Deputter, morra! Pim!
O Deputter é o escárnio da consciência!
Se o Deputter é português eu quero ser espanhol!
O Deputter é a vergonha da intelectualidade portuguesa! O Deputter é a meta da decadência mental!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
E quem lhe lave a roupa!
E quem tenha dó do Deputter!

(...)

Morra o Deputter, morra! Pim!

Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mais atrasado da Europa e de todo o Mundo! O país mais selvagam de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!

Morra o Deputter! Morra! Pim!

9/03/2009

Fiz um filme em casa :
Chama-se "os Meninos do Maria Matos" e é um poema visual. Os versos são ilustrados por imagens. Versos e imagens contam um enredo provocador e polémico, é certo, mas imagens e texto são indissossiáveis, senão vejamos:

O Director Artístico do Maria Matos afirma-se ameaçado, não compreendendo o sentido figurativo que a palavra "arma" pode ter: "recurso" ou "poder". E eu tinha e tenho um recurso, uma arma que o 25 de Abril me deu: a arma da crítica. Tenho direito ao protesto e à liberdade de expressão.
Infelizmente, o sr. Director Artístico associou as "armas" do 25 de Abril - pois são essas imagens, essa informação visual que acompanha a informação escrita -, associou, portanto, as "armas" do 25 de Abril" à prática de sevícias, ofensas e coacções... Estranhas conclusões lhe inspira o 25 de Abril.
Ao trocar as imagens do 25 de Abril por imagens de casais Gay masculinos, o verso "tenho uma arma em casa" sugere que eu talvez possua um vibrador em casa ou tenha uma GRANDE PILA, podendo-se, pois, concluir que estava a convidar o sr. Director e os demais "Meninos do Maria Matos" para uma sodomização artística... curiosamente, esta última variação visual não levantou celeuma.

9/02/2009

Deixa-me em paz Depputer!
Meu único "crime" foi ter mais espectadores da minha peça do que tu tiveste na tua.

ESTE POST NÃO É LITERATURA!

Hoje faço anos e os Meninos do Maria Matos desencantaram-me uma prenda:

Fui constituído arguído num processo de queixa-crime.

Porquê? Porque o sr. Mark Deputter, director artístico do Teatro Maria Matos, assustou-se com as "armas" do 25 de Abril. Ou diz que se assusta.

Na altura, produzi este poema visual, como vídeo de protesto pela usurpação que considero ter sido vítima por parte dos Meninos do Maria Matos, quando produziram a peça "Pedro procura Inês" sabendo perfeitamente que um um poeta de maus versos já procurava esta Inês. No fundo, queriam vender mais meia-dúzia de bilhetes de teatro, aproveitando-se da popularidade mediática dum slogan/verso/história que eu criei e levei ao país: da televisão às manifestações populares, da blogosfera para as ruas, das paredes para os jornais: "Pedro procura Inês".

Quando confrontados e criticados, expostos à luz do seu comportamento infame, o Sr. Mark Deputter, revelou-se não um Director do Teatro, mas um Director da Polícia: apresentou uma queixa-crime contra mim por crime de "ameaça".


E quando um director dum teatro parece perceber menos de representação e novas tendências de expressão e "performance" do que um director da polícia, isso dá-me que pensar: porque apresentou uma queixa-crime? Por medo, por tédio, por fascínio ou simples má fé?

7/18/2009

A história me absolverá


E assim termina "os Meninos do Maria Matos".


Experiência única, real, passada em tempo verdadeiro, com acções e gestos concretos de pessoas vivas, de carne e osso, a caminharem pelas ruas e navegando pela blogosfera como o leitor.

Amor com amor se paga: os meninos do Maria Matos quiseram fazer uma peça servindo-se de "Pedro procura Inês" e Pedro respondeu na mesma moeda, escrevendo e representando com eles, "os Meninos do Maria Matos". Sem eles, sem a sua participação voluntária ainda que bastante inconsciente, não teria sido possível levar a cabo este projecto inovador.

Havia um enredo lato:

O anónimo poeta, sentindo-se usurpado pela grande companhia teatral, parte para a luta com a única arma que dispõe: a imaginação... Havia um prefácio, mas não havia forma de saber que rumo tomaria o guião ou a que posfácio se chegaria... Todavia, o resultado está a vista: é só ler do post mais antigo para o mais recente.


P.S.: a troca de correspondência entre mim e os Meninos do Maria Matos está integralmente publicada nas caixas de comentários dos vários posts - com a excepção dos mais repetitivos insultos que foram obliterados, de modo a não maçar a leitura.

7/17/2009

Mesmo mofados, os Meninos do Maria Matos miaram...

"(...) só será apresentado durante apenas três noites e não voltará a ser apresentado publicamente."

Ao único desejo que tinha eu: nem percentagem dos bilhetes vendidos, nem nome sob as luzes da ribalta... apenas queria que se comprometessem publicamente a não repetir a graça.

Fizeram-no. Muito obrigado.

Para a próxima... abram os olhos!


7/16/2009

7/15/2009

ANDREIA CUNHA! Assim se chama a Gestora que teve a coragem de me dizer na cara que, até há uma semana atrás, não sabia que havia um Pedro à procura duma Inês... Pois bem, toda a gente sabe (toda a gente que nos conhece aos 2, desde os finais da década de 90 quando fizemos parte da mesma AE na Faculdade) que a Gestora escreve no blog Spectrum. Pois bem, a Gestora que clama ignorar tudo, tinha no seu próprio blog, publicado, este artigo com data de 11 de Março. Que papelão o teu... Andreia!
Não só fui roubado como o ladrão ainda me põe em tribunal!
Infelizmente... isto não é literatura.

Isto não é literatura! Mark Deputter escreveu-me isto:

"Finalmente, não posso deixar de lhe informar que apresentamos queixa-crime por causa do vídeo divulgado no seu blogue. Como Director do Teatro Maria Matos não posso deixar que os meus colegas do teatro sejam ameaçados, inclusive com uma referência à utilização de armas. É ilegal neste país ameaçar pessoas com o uso de armas."

Mark Deputter



Ao fim de uma semana recebi uma explicação formal e por escrito do Teatro Municipal Maria Matos. Não deixa de ser irónico que as únicas "armas" exibidas no vídeo sejam as fotografadas na aurora libertadora que foi o 25 de Abril.


Que pretende Mark Deputter com uma queixa-crime?


O meu dinheiro como indemnização?

O meu emprego como funcionário da Câmara Municipal de Lisboa?

A privação da minha liberdade?

Dar o seu contributo pessoal para a vitória do Pedro Santana Lopes?


Quer esgrimir argumentos em Tribunal?

Em troca de correspondência com Tiago Rodrigues, um dos criadores de "Pedro procura Inês" que dizem em nada se relacionar com este "Pedro procura Inês", tive o cuidado de acrescentar em post scriptum o seguinte:


"para que não haja mal entendidos, vou continuar a amplamente publicitar a peça "Pedro procura Inês" no blog "Pedro procura Inês".



A ideia não era ser eu a fazer publicidade a vocês?

Agora faço o quê? Chamo a TVI?

7/14/2009

caro Mark Deputter


Em 3 dias, a Curta "meninos do Maria Matos" teve mais de 300 visualizações no youtube. Quantos espectadores terá a peça Pedro procura Inês? 3000?

Em 6 meses, este blog teve cerca de 35.000 visitas. Quantas visitas teve o equipamento "Teatro Municipal Maria Matos"?

Ao invés de me tratarem como o poeta que sou, os seus meninos do Maria Matos continuam sem me dar resposta para o único desejo que tenho: que esta brincadeira não se repita.

Gente anónima ameaça-me com queixas-crime, despedimentos, multas e indemnizações nas caixas de comentários do blog "Pedro procura Inês". De si espero Justiça.

Assina,
Rui Faustino

7/13/2009

Indemnizações? Processos judiciais? Declarações de Insanidade? Internamento em hospício?
Mas então... não éramos todos "artistas" e "criadores"?

Os meninos do Maria Matos medram mediocridade

Calçada da Graça, nº 153
(Lisboa)

Já sei onde vive 1 dos meninos do Maria Matos
Se "Pedro procura Inês"
fosse o blog/movimento poético/demanda amorosa
do Miguel Sousa Tavares,
os meninos do Maria Matos
teriam agido de modo muito diferente...
Mas como se tratava dum Zé Ninguém qualquer,
julgaram poder fazer "gato-sapato"!
Pois bem...
talvez se tenham metido com o Zé Ninguém errado