o Pedro tinha uma adoração extrema pelas mãos da Inês, mas sempre se queixou de nunca lhe ter escrito nada que estivesse minimamente à altura das "meigas mãos que me tacteavam a alma". Nada mais falso, querido amigo! Não será um daqueles sonetos que tu tanto gostavas de compor, escrever... Mas são quadras duma ternura tão grande como o teu coração:
Os teus dedos delicados
Como filigranas de corais...
Entre os meus, rendilhados,
Espelham a luz de mil vitrais.
E são a meta dos meus dias,
Qual uma enseada amena,
De mar sereno, praia morena,
As tuas meigas mãos esguias,
Fechadas em concha e afagadas
Pelas minhas enlevadas.
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1 comentários:
Ah ah ah! qualquer dia sou eu, Inês (outra Inês claro!) à procura do Pedro!
Bom feriado!
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