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7/09/2010

yo me voy por España!

Bom... o grande combate simbólico entre nações está prestes a chegar ao fim e temos como derradeira peleja um inédito Espanha-Holanda. E como espanhóis somos todos (embora alguns sejam castelhanos...) como não apoiar a roja?
Laranja mecânica? Bah! Eu prefiro as tapas. E deixo-vos duas receitas para guarnição do jogo grande de domingo.
1ª parte:
Compram-se cogumelos de base larga. Retira-se o caule dos mesmos, pica-se, junta-se ao alho e ao chouriço também cortado aos pedaçinhos. Leva-se tudo a uma frigideira com o inevitável fio de azeite. Tempera-se a gosto (pitada de sal, piri-piri ou pimenta... gotas de limão para cortar a gordura do chouriço não é má ideia!). Depois de estar apurado, recheia-se a base (que ficou oca ) dos cogumelos e leva-se tudo ao forno.
2ª parte:
Na evocação da nossa ascendência mourisca, cortam-se courgettes às rodelas, temperam-se com sal e pimenta e levam-se a dourar numa frigideira com azeite. Quando estiverem douradas, colocam-se num tabuleiro e despeja-se em cima tomate (previamente, claro!) refogado com cebola, tudo muito picadinho, atenção! No topo acrescenta-se queijo ralado e leva-se tudo ao forno a gretinar.
Neste domingo, no jogo da bola não sei como vai ser, mas no que à gastronomia diz respeito, Espanha (o mediterrâneo) dá baile a qualquer Holanda.

7/02/2010

Sugestão de fim de semana

E porque não dar um pulo até Nazaré?


Vila de pescadores, a hora e meia de Lisboa, este linda terra deve o seu nome à lenda que garante ter um monge, no séc. VIII, aportado alí com uma imagem da Virgem proveniente da Nazaré palestina - onde nasceu Jesus. Verdade ou mentira, o certo é que, ainda hoje, na anual festa religiosa da vila, a imagem da Virgem é transportada até às águas do mar - donde terá vindo...


A intensa religiosidade, própria da gente que vive da labuta no mar, encontra (grande) expressão em dois importantes templos cristãos: a Igreja de São Gião (declarada Monumento Nacional) que é uma das mais antigas igrejas em Portugal, discutindo-se ainda as suas origens entre o período visigótico ou já moçárabe; e o Santuário da Nossa Senhora da Nazaré, no alto dum morro dominando a vila, e onde se encontra uma pequena Virgem Negra esculpida em madeira - a tal que teria primeiro sobrevivido à iconoclastia bizantina e depois à invasão árabe da península.

Mas ainda que sejam locais de "visita obrigatória", a Nazaré que nos interessa não é a dos altares e capelas. Fundada numa primorosa baía, a vila é uma deliciosa estância balnear onde nos cruzamos (todavia!) com velhos pescadores e mulheres vestindo as famosas sete saias. Possuidora de extensos areais, a Nazaré é um sitio onde mar e céu se confundem no horizonte púrpura do poente quando, num dos seus muitos restaurantes panorâmicos e sob a fresca brisa, jantamos o peixe fresco capaz de satisfazer o mais exigente dos comensais. Sobretudo se "regado" com vinho verde. Já o alojamento é que não tem nada que saber: altaneiro e com uma vista extraordinária sobre a baía está o parque de campismo da Nazaré - escolha prática e económica.

6/29/2010

Drave


Estive uns dias com alguns amigos por aqui. Banhámo-nos em cachoeiras, cruzámo-nos com rebanhos de cabras e dormimos sob as estrelas. Depois tivémos de voltar, mas ao passarmos por uma pastora, subindo o trilho da montanha, não pude deixar de pensar como era um raro e precioso privilégio, naquele cenário, pastorear cabras ao fim da tarde! Mesmo sem ar condicionado, talvez fôssemos todos mais felizes ganhando raízes na terra.

4/21/2010

Josefa em Óbidos

Calvário de Josefa de Óbidos, exposto na Misericórdia de Peniche



Josefa de Óbidos foi uma profícua pintora do séc. XVII, cujas obras se contam entre as mais significativas do Barroco português. De apelido Ayala e nascida em Sevilha, foi com 6 anos viver para Óbidos – daí a sua assinatura “Josefa em Óbidos”. Não obstante o seu isolamento, criou num contexto periférico e sob uma atmosfera carregada de religiosidade e exaltação nacionalista, obras que espelharam os traços do Siglo D’Oro espanhol, rompendo com o velho estilo “maneirista”: adoptando o naturalismo, o claro-escuro, a iluminação “à la candela”, a complexidade do espaço, o cromatismo luminoso…

A importância da artista e das suas obras justificam, por isso, todo um esforço de valorização e divulgação, inserindo-se numa estratégia mais lata de formação cultural da população, promoção patrimonial e até desenvolvimento turístico da Estremadura.

Na impossibilidade de confluir no Museu Municipal de Óbidos um conjunto alargado das obras de Josefa de Óbidos, por se encontrarem disseminadas por colecções privadas ou na posse de outras instituições; resta-nos “levar o Museu até Josefa” através dum “Passeio de Arte” - programa de visitas orientadas às obras de Josefa de Óbidos in situ.

Como? Em Portugal do séc. XVII, numa pequena cidade do interior, a produção artística teria sempre de ser subsidiária das aquisições e consumos das instituições religiosas. Assim foi com Josefa de Óbidos e ainda hoje, pelas igrejas, capelas e ermidas da região, podemos usufruir de algumas das suas criações, expostas à vista de todos.

Numa breve análise SWOT podemos apontar a este projecto as seguintes características:

a) Forças – exequibilidade prática do projecto, baixos custos, a fruição das obras nos locais para onde foram concebidas e a mais-valia da oferta cultural inerente.
b) Fraquezas – inexistência de serviços educativos no Museu Municipal de Óbidos, recursos humanos (?), frota automóvel da CM Óbidos (?) circuitos de comunicação/divulgação das actividades do Museu(?).
c) Oportunidades – cooperação inter-municipal, parcerias com outras instituições, abertura do Museu a novos públicos, divulgação do património artístico da região, preservação da memória histórica local, reforço da oferta turística.
d) Ameaças – horários de abertura das ermidas e capelas, tempo de viagens entre locais, a degradação de algumas peças, escassa fruição de artes plásticas pela população.

4/20/2010

Josefa em Óbidos - passeio de arte


Objectivos

Gerais: Ensino pela Arte; Divulgação do Património; Preservação da Memória.

Específicos: Evocar a pintora Josefa de Óbidos e o Tempo do Barroco em Portugal.

Descrição da Actividade:

A pintora barroca Josefa de Óbidos criou um vasto conjunto de peças para as igrejas, ermidas e mosteiros da região Oeste, onde ainda hoje lá se conservam.

Propõe-se a realização de visitas orientadas por um historiador/crítico de Arte.

Através de quatro municípios (Óbidos, Peniche, Lourinhã e Bombarral) e em parceria com as instituições envolvidas, dar-se-á a conhecer as peças de Josefa de Óbidos in situ.

As visitas orientadas terão dois guiões (Escolas e Público em geral).

Público-Alvo: Escolas e Público em Geral

Duração do Projecto: Actividade Regular

Calendarização: Sábado às 14.00h e “Dias Úteis” (mediante marcação)

Recursos:

Humanos: Um técnico (História de Arte) e um operacional (motorista).

Técnicos: Uma camioneta de passageiros.

Financeiros: Divulgação (publicidade paga) e Deslocações (gasolina e portagens).

Parte-se do princípio que a CM Óbidos possui os recursos técnicos e humanos que são apontados.

Divulgação: Materiais e meios de divulgação da CM Óbidos e respectivo Museu Municipal (publicações, folhetos, cartazes, Web, notas de imprensa, publicidade paga.

ROTEIRO DAS PEÇAS

Óbidos

Museu Municipal -uma peça

Retrato do Beneficiado Faustino das Neves (1670)

Igreja de Santa Maria - cinco peças

Retábulo de Santa Catarina (1661)

Ermida de São Brás – Cinco peças

A Virgem e o Menino, S. António de Lisboa, S. Francisco de Assis (1670)

Jesus no Horto e Cristo Morto (1680)

Ermida de Santo António - uma peça

Nossa Senhora da Piedade (1680)

Peniche

Igreja da Santa Casa da Misericórdia - Sete peças

Jesus no Horto, Flagelação de Cristo, Santa Face, O Senhor da Cana Verde, Visitação, Calvário e um “estudo” (1679-80)

Lourinhã

Igreja Matiz da Lourinhã - duas peças

Santa Eustáquia e Santa Paula (1660-65)

Bombarral

Ermida do Senhor Jesus da Boa Morte – uma peça

Santa Justa e Santa Rufina (1650-55)

ROTEIRO GEOGRÀFICO

Óbidos – Peniche – Lourinhã – Bombarral – Óbidos: 75 quilómetros

2/12/2010

Cozinha Turca

tomates recheados - Domates Dolmasi

Por acaso, enquanto sondava informação sobre a viagem sonhada, deparei com este blog sobre cozinha turca e o mínimo que posso escrever é "absolutamente magnífico"!

Povo nómada das estepes da Ásia Central, os turcos, através da migração de vários tribos (seljúcidas, otomanos, etc.), começaram a assolar o império bizantino e o mediterrâneo oriental a partir do séc. XI. Ao fim de alguns séculos de pilhagens, correrias e várias guerras foram capazes de estabelecer um imenso império desde Marrocos à Pérsia, do Iémen até à Crimeia, e isto durante séculos!

Conquistadores temidos, souberam porém adaptar e adaptar-se às civilizações conquistadas, inaugurando uma época brilhante e restituindo a Constantinopla (rebaptizada Istambul) o antigo esplendor da augusta cidade do Bósforo. O luxo, aparato e carisma do sultão turco em nada ficariam a dever aos dos antigos basileus bizantinos, entrando na imaginação Ocidental o protocolo da recepção das embaixadas europeias, quando surgia o sultão por detrás duma (enorme) porta dourada, atravessando inúmeros e gigantescos véus...

Também na cozinha, os turcos deram cartas: abandonando os velhos hábitos nómadas, procederam à sua sedentarização, adoptando a alimentação dos vencidos: a famosa "dieta mediterrânica"!

No blog proposto à visita , encontramos de tudo: desde as entradas às sobremesas, passando por sopas, pratos de carne, peixe e vegetarianos. E tudo isto com uma enorme vantagem: apesar de "exótica", a cozinha turca utiliza os mesmíssimos ingredientes que nós por cá... Portanto... não há desculpas: tens à tua disposição refeições simples de fazer e bastante variadas, pois é tempo de darmos outro colorido e tempero à vida!
Pizzas não são uma alimentação correcta.

11/15/2009

Recordações de um dia de férias


Nunca lhe cheguei a perguntar o nome, mas as letras brancas pintadas sobre o toldo verde não enganavam: "Taberna Vilela". O Verde era, a propósito, o forte da casa, servido nas tradicionais malgas que acompanhavam os jarros generosamente cheios como o vinho: tinto e encorpado.

Vilela, homem seco e de meia idade, cabelo grisalho e nariz aquilino, de olhar ausente, mas ouvido atento, assava cá fora com os frangos, espetadas e outros petiscos na brasa. Durante as festas em honra de São Braz, as tascas e tabernas de Terras do Bouro cresciam para os curtos passeios, com estendais improvisados de cadeiras e mesas de plástico. A concorrência era forte, não faltavam tascas, tasquinhas e roulotes pela vila, mas Vilela, remexido, patrão, de olhares severos e ásperas ordens, a todos se adiantava na caça aos fregueses salivando pelo cheiro que se espalhava do braseiro instalado em pleno passeio: e era por isso, para que se humedecesse o nosso céu da boca, que Vilela, banhado em suor, assava com as carnes, à vista de todos.

10/02/2009

IDANHA: sugestão de fim-de-semana

Pormenor da aldeia de Monsanto

Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, fica a pouco mais de duas horas de Lisboa e proporciona ainda, neste época do ano, uma viagem pela história e pela serra, por termas e noites serenas. Pontos de interesse:

Termas de Monfortinho
Já centenárias, as Termas de Monfortinho, podem ser o local ideal para um fim-de-semana relaxante e revitalizador: as suas águas são aconselhadas (segundo a publicidade disponível) para doenças crónicas da pele (psoríase, eczemas, acne, celulite, úlceras), hepato-vesiculares e intestinais, reumáticas (artrose, espondilose, tendinite, fibromialgia, etc), das vias respiratórias (rinite, sinusite) e litiase renal... Et voilá! Saimos de lá outros.

Monsanto
Provavelmente, a mais bela aldeia de Portugal, erguida no topo dum escarpado penedo, do qual se avista desde a Espanha até à Serra da Estrela! Há registo de presença humana desde o Paleolítico. Vestígios arqueológicos atestam a existência de um castro lusitano e de villae e termas romanas no denominado campo de S. Lourenço, no sopé do monte. Estas terras foram conquistadas aos Mouros por D. Afonso Henriques, em 1165, tendo sido doadas à Ordem dos Templários, que lhe edificaram o castelo, sob as ordens de D. Gualdim Pais. Ainda hoje, em Monsanto, se erguem as muralhas aos céus e as casas continuam entranhadas às grandes rochas graníticas que compõem tectos, paredes ou o chão das casas.

Idanha-a-Velha
É uma pequena aldeia que parece adormecida entre os oliveirais mas cujo passado histórico teve uma importância testemunhada pela catedral e pelas inúmeras ruínas, transformando-a num museu ao vivo. Elevada a cidade episcopal em 534, diz-se que foi aí que nasceu um rei visigodo, e a velha catedral, restaurada no início do século XVI, ainda conserva pedras esculpidas e inscritas do tempo dos romanos. Vale a pena admirar a Igreja Matriz renascentista, o pelourinho do século XVII e as ruínas da Torre dos Templários.

9/01/2009

Gerês

Cavalo selvagem atravessando a estrada
em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês

8/30/2009

Paragem em Boticas

Ainda antes de chegarmos ao Minho, fizemos uma pequena paragem em Boticas - obscuro município das terras de Trás-os-Montes. O sítio é pequeno e afunila-se na praça principal dominada por um cartaz eleitoral do leitãozinho de serviço psd. Por estas bandas não há candidatos bonitos, apenas com excesso de peso.

Dos 4 cafés apinhados no centro, nenhum servia "petiscos", apenas bolos rançosos. E se Boticas era uma miséria gastronómica! Apenas o "Marialva" se predispunha a fazer pregos, mas fomos tão rudemente atendidos pelo sr. "Marialva", que nos quedámos pelo café numa das mesas postas cá fora onde ainda se escutavam as notas soltas dos ensaios para o baile da noite.

Havia festa, mas não havia "petiscos"! Aliás, em todas as nossas viagens, tem sido geralmente assim: desilusão gastronómica atrás de desilusão gastronómica. Seguimos todavia com fome, mas informados pelas gordas do Jornal de Notícias. Por todo o Trás-os-Montes parecem existir apenas 2 jornais: o já referido JN e o Record... Pouco? Sim, mas ao contrário do habitual em Lisboa, até no mais biltre dos cafés se serve literatura à mesa.

8/26/2009

Estrada Nacional 103


A Estrada Nacional 103 exige uma condução atenta e cansativa, mas proporciona um cenário de viagem absolutamente deslumbrante: fomos de Leste para o Poente, seguindo o carro solar de Hélio desde Miranda do Douro até ao Gerês, atravessando os concelhos mais setentrionais de Trás-os-Montes.

Estrada sinuosa, curvas em U mais contra-curvas, com declives acentuados num sobe e desce constante durante horas rodadas quase sempre em 3ª e só mais raramente na 4ª mudança de rotações.

A EN 103 cruza serra e mais serra, com montes e montanhas a perder de vista quando o viçoso verde que ladeia a estrada o permite. E só a partir de Bragança, vamos avistando já, aqui e acolá, a cordilheira do Gerês. E é então que a vista fica suspensa, não tanto pelas encostas que circulamos em rota de sucessivas espirais, mas pela meta distante que mal se anuncia ainda no limite do horizonte...

O percurso rodado é bastante solitário, pois quase ninguém passa por estas paragens: são quilómetros de isolamento. De quando em vez cruzamos lugares, mas são pouco mais de meia-dúzia de casas semeadas ao longo da estrada na qual vimos, ainda, um típico "pão-de-forma" bege estacionado numa berma junto a um rio, onde se banhariam os hippies com matrícula alemã. Para o clichê ser completo, tomámos em Vinhais um refrescante panachê.

Já mais para o fim do trajecto, após nova paragem, agora em Boticas, o verde cinza-castanho predominante das serras dá lugar, após curva mais apertada, ao azul baço da albufeira do Alto do Rabagão: um pequeno mar interior cercado por montanhas. Que surpresa! Mas é escasso o alvoroço, porque silenciosamente anoitece.

8/24/2009

Casa Lis

Mandada construir, originalmente, como o palacete de residência dum "ricaço" necessariamente excêntrico, a Casa Lis causou espanto e consternação na cidade de Salamanca, quando, no início do século XX, sobre a base "afonsina" do edifício (cujas fundações remontam aos tempos medievais) foi erguida uma estrutura arquitectónica arrojada, que acompanhava as novas tendências de Art Nouveau.
Após ter passado de mão em mão, a Casa Lis foi adquirida pelo município de Salamanca que a restaurou e a transformou no Museo de Art Noveau e Art Déco nela albergando uma colecção de cerca de 2500 peças extraordinariamente bem conservadas e doadas por um antiquário célebre da cidade.
A par do espólio permanente constituído por criselefantinas, bonecas de porcelana ou peças de vidro, a Casa Lis oferece ao público exposições temporárias de grande interesse, todas integrantes nas correntes artísticas que a crismaram como Museo de Art Noveau e Art Déco em Salamanca.
A entrada custa apenas 3€.

8/23/2009

Salamanca


Apenas a 100 quilómetros de Miranda do Douro, encontra-se Salamanca - Património da Humanidade. Valeu a pena dar o pulo. O centro histórico é bonito ainda que um pouco monolítico e está fisicamente separado do resto da cidade por uma espécie de radial que o envolve. Há igrejas, mosteiros e a monumental Sé Catedral. E claro, os edifícios históricos da universidade, uma das primeiras da Europa. A presença da Igreja é massiva, ainda hoje. Imagine-se, portanto, o tipo de ensino ministrado durante séculos... Um outro aspecto chamou-me a atenção: o tom monocromático da cidade. Com excepção das atracções medievais, o conjunto do centro histórico de Salamanca é constituído pelos bairros do século XX construídos com a megalomania monumental do franquismo, usando do mesmo traço e da mesma pedra mármore, cor de salmão que tanto se vê por toda a Espanha... Um pouco pesado.


Mais interessante foi a visita ao Museu de Arte Nova e Arte Deco, onde está ainda patente ao público uma óptima exposição sobre o pintor checo Mucha.

8/20/2009

Um destes dias vou ter de escrever qualquer coisa de mais substancial sobre a aventura na Drave. Hoje vou estar a banhos na piscina

8/19/2009

Miranda do Douro

Sé de Miranda


Se Bragança fica já no "fim do mundo", Miranda do Douro fica no "fim do mundo" de Bragança! Debruçada sobre o rio Douro, altaneira, a cidade foi construída como posto avançado em pleno planalto. Raiana, Miranda do Douro tem uma catedral, muralhas e um torreão em ruínas - que os exércitos espanhóis não conseguiram destruir completamente da última vez que cruzaram a fronteira.

Hoje, tudo é diferente: há espanhóis por toda a parte e também muitos franceses. A antiga praça de armas não passa dum postal ilustrado, congregada em torno duma rua principal que atravessa o centro histórico e na qual se apinham lojas de souvenirs onde pontificam os linhos e camisolas da selecção nacional de futebol. O negócio deve andar mau e não é de agora: os ídolos exibidos nas camisolas são "Figo", "Rui Costa" e "Pauleta" e é, portanto, notório que não tem sido necessário renovar o stock...


Mas como de Turismo se fala, em Miranda do Douro salgam excessivamente a comida e os equipamentos municipais têm um ar de "abandono". Não se escuta o mirandês pelas ruas, mas uma antiga igreja foi reconvertida em biblioteca - o que não deixa de ser, provavelmente, o melhor dos destinos que uma igreja poderia ter... Existem alguns bairros de construção moderna, mas todos a uma distância sanitária do centro, já para lá das ameias que restam. Faz também muito calor. Isto é um inferno no Verão e deve ser um gelo no Inverno.

8/18/2009

sigo para Miranda do Douro

Tenho um arco-íris na alma
E rios choram cantando,
Tempestade que acalma
A saudade desaguando.

8/17/2009

Estávamos precisados dum bom duche. Não fizemos por menos e fomos às termas de São Pedro do Sul. Infelizmente, metade da trupe não se dirige palavra. Não percebo porquê.

8/15/2009