Esta comunidade, instalada em Odemira no Alentejo, tenta viver em harmonia com a natureza, numa perspectiva auto-sustentável e auto-suficiente. São cerca de 200 pessoas que exploram novos caminhos, desenvolvendo projectos de estudo nas áreas social, política, tecnológica, ecológica e ainda arquitectónica, entendidos como sendo parte de um todo, cujo principal objectivo é "educar para a Paz".
7/08/2010
Eco-aldeias
Esta comunidade, instalada em Odemira no Alentejo, tenta viver em harmonia com a natureza, numa perspectiva auto-sustentável e auto-suficiente. São cerca de 200 pessoas que exploram novos caminhos, desenvolvendo projectos de estudo nas áreas social, política, tecnológica, ecológica e ainda arquitectónica, entendidos como sendo parte de um todo, cujo principal objectivo é "educar para a Paz".
6/30/2010
Um país de "doutores"...
6/17/2010
6/15/2010
Há jogo hoje
Bastante facho este vídeo... mas quando me lembro do miserável "I got a feling" como hino da selecção nacional de futebol... só me apetece esfregar a "brava dança dos heróis" no focinho pindérico e ignorante do Carlos Queiroz. Mas enfim, futebol é isso mesmo, não é? A ver se, mesmo com um "Colombo" deste calibre a pilitar a nau, os nossos rapazes a conseguem levar a bom porto
6/10/2010
Sermão de Padre António Vieira
Pregado em Roma, na Igreja de Santo António dos Portugueses, em 1670
para a comitiva portuguesa que fez "a embaixada de obediência" ao Papa Clemente X.
Vos estis Lux mundi!
Agostinho da Silva dizia amiúde que “os portugueses foram feitos para o impossível”. Deixemos, portanto, o possível para os alemães! Portugal, pequeno país despojado de recursos, na finis terrae da Europa, estruturalmente atrasado, em face duma terrível crise económica, incapaz de convergir com os padrões europeus, há muito que esgotou o papel de “bom aluno” que muitos lhe auguraram no processo de integração: nem “Florida”, nem “Califórnia” seremos da União, senão a “Louisiana” – um dos Estados necessariamente mais pobres e sujeito ao maior dos abandonos.
É inútil inquirir se o capitalismo é incompatível com o “modo de ser português” ou se simplesmente chegámos, enleados nas nossas fantasias, demasiado atrasados ao comboio da história. Basta-nos compreender que, nesta ordem natural das coisas do mundo, Portugal mais não pode ser que um Estado-nação inviável, tutelado e dirigido pelo exterior (da EU provém já a maioria da nossa legislação, por ex.), sem outra quimera senão a da subserviência mimética e esmolada correndo atrás da sombra do destino. Crise de identidade? Crise cultural? Crise de poder? Crise tout court!
Mas no momento próprio em que o sistema, literalmente, chega aos seus limites, porque insistiremos em prosseguir para diante, em direcção à catástrofe ambiental, à delapidação dos recursos, à incessante e desumanizada busca do lucro e da “produtividade”, que deixa povos, continentes inteiros para trás?
Ao diabo, portanto, com os “processos de gestão”, os balancetes, os critérios pós-fordistas e os códigos empresariais! Não fomos nós seres humanos criados e destinado para isso e manifestamente não está a resultar para a grande maioria de nós... Uma nova forma de organização social baseada na cooperação e não na concorrência, no comunitarismo e não na posse privada será chamada a ser construída. Se os portugueses, que através da sua expansão ultramarina criaram as condições materiais para o capitalismo moderno, poderão agora descobrir o caminho para as novas “Índias”?
Os mitos mais fortes se tornam em épocas de crise, angústia e incertezas... Ora nós temos, na nossa cultura, os mitos necessários para mapear as nossas descobertas futuras: a Saudade e o sbastianismo. Mitos como prolongamento das “fantasias lusitanas”? Talvez... mas como Jean Cocteau certa vez afirmou: “sempre preferi o mito à história. A história é feita de verdades que se transformam em mentiras, a mitologia em mentiras que se transformam em verdades”...
Indubitável é que da última vez que se propuseram reinventar a (sua) história e identidade, a 25 de Abril de 1974, os portugueses concentraram, pela vez única na sua contemporaneidade, as atenções e esperanças do mundo. Talvez na próxima aurora, livres de estereótipos, alheios à geopolítica e ao “realismo”sejam capazes de cruzar o mar sem fim e cumprir-se, mostrando aos povos do mundo os caminhos para a sua emancipação, inaugurando o Quinto e último Império capaz de irmanar a humanidade na concórdia, na paz e na felicidade através duma espiritualidade renovada.
Mas se poucos sabem ler o que está escrito nas trovas de Bandarra... Restam-nos as palavras de Pessoa/Álvaro de Campos: “Eu, da Raça dos Descobridores, desprezo o que seja menos que descobrir um Novo mundo!”
6/08/2010
Sebastianismo e Saudade
Outros, como Bandarra ou Viera, destacaram-se na secular devoção da Saudade e do Sebastianismo. Mas fixemo-nos em Pascoaes e Pessoa: o primeiro liderou o mais importante escol reunido da intelectualidade portuguesa na “Renascença Portuguesa”; o segundo foi, simplesmente, o “super-Camões” por ele próprio anunciado.
Pascoaes propôs a Saudade como tema estruturador central do carácter nacional português, surgindo como desejo e dor; confundindo-se num só sentimento que combinava o elemento carnal e espiritual, o passado e o presente. Elevada à categoria de verdadeira religião portuguesa, a Saudade seria o grande sentimento que se encontrava por detrás da grandeza de Portugal e dos principais acontecimentos que sucessivamente lhe deram expressão, como a fundação de Portugal, a vitória de Aljubarrota, os Descobrimentos, o Sebastianismo e a Restauração de 1640.
Acreditava o poeta que o povo português criou a Saudade como síntese perfeita das suas origens arianas e semitas, a partir de cujo caldo se formou! Nesta mistura única de cruzamentos e influências encontra-se, precisamente, a especial característica da portugalidade: a sua competência para estabelecer pontes entre civilizações e criar correntes de diálogo entre diferentes religiões e culturas. Lirismos? Tal vocação dos portugueses para o multiculturalismo é, por si só, suficientemente moderna e premente… Mas Pessoa foi muito mais longe!
Tendo-se afastado bem cedo de Pascoaes e do movimento da “Renascença Portuguesa”, não apenas por razões de ordem filosófica e política, mas também estética (o saudosismo combinava-se mal com o futurismo que veio a abraçar), Pessoa iria tornar-se no grande arauto dum sebastianismo redentor e porvir.
Para Pessoa e para os “sebastianistas”, D. Sebastião não morrera porque os símbolos não morrem e num sentido simbólico D. Sebastião é Portugal: Portugal que perdeu a sua grandeza com a derrota de Alcácer-Quibir e que só voltará a resgatá-la com o regresso do Encoberto, vindo da ilha longínqua, numa manhã de nevoeiro – representando esta figuração o renascimento nacional envolto pelos elementos da decadência que a névoa representa, quais restos da noite na qual hibernou o país.
Partindo duma velha profecia inscrita no “Livro de Daniel” do Velho Testamento e na esteira do que Vieira anunciava, séculos antes, acerca do surgimento dum Quinto e final Império liderado por Portugal e construído na verdadeira fé, sem pecadores, miséria, necessidades ou guerra e sendo infinitamente justo, livre e harmonioso; Pessoa iria, também ele, profetizar o renascimento pátrio através da hegemonia cultural e espiritual portuguesa, consciente de que a dimensões geográfica, humana e económica do país eram incompatíveis com as velhas fórmulas de expansão e dominação imperial. Ou nas palavras do poeta: “esse futuro é sermos tudo.”
Definindo-se como um “nacionalista místico e um sebastianista racional”, Pessoa era também “e em contradição com isso, muitas outras coisas”. Indo mais além do Quinto Império de Vieira, a que corresponderia o florescimento de todas as comunidades da Terra, Pessoa projectava no seu “Quinto Império” o florescimento de todas as pessoas que nós somos ou poderíamos ser – muito ao jeito dos vários heterónimos que nele desabrocharam. Haverá maior desafio contemporâneo que este?
2/27/2010
Porque nem tudo é Inês...
2/20/2010
2/11/2010
9/28/2009
Balanço eleitoral
E assim termina a short story "Rita rói-me o rosbife". Como sempre, deve ser lida do primeiro para o último (este) post
“Rita rói-me, quero ser o teu rosbife!”… Ou “Rita rói-me o rosbife”..? De modo inquietante, na confusão exaltada que se instalou, esse acabou por ser o pomo da discórdia, pois ninguém, a não ser os dois envolvidos – Reinaldo e Rita – sabia exactamente se teria Reinaldo requerido à Rita que o roesse como a um rosbife ou teria à Rita, Reinaldo rogado que lhe roesse o rosbife.
Instintivamente, todos pareceram compreender as extrapolações políticas possíveis do caso e as linhas de separação definiram-se, extremando-se os campos!
“Rita rói-me o rosbife!” - reclamavam, iradas, as consciências - não podia ser reparado como reclamação imaginativa de um beijo inocente por Reinaldo (como este se desculpava), uma vez que estava realmente implícito um convite explicito para o sexo oral.
9/27/2009
9/26/2009
9/25/2009
9/23/2009
Lamentável
Esta foto circula pela net e, se a reproduzo no meu blog, é para que fique bem claro: L-A-M-E-N-T-Á-V-E-L. Repudio e recuso qualquer responsabilidade. Mais! Chegou ao meu conhecimento que impostores se fazem passar por mim pela internet. Incrível, não? Mas deixo desde já o seguinte aviso à navegação: este Pedro não anda por outros sítios.Haverá, certamente, quem queira o meu mal.
9/21/2009
Rita rói-me o rosbife
Estávamos numa quermesse de angariação de fundos e um certo voluntarismo amador persistia em perfumar ainda com odor do fino verniz radical, o processo de normalização em curso que alguns gizavam já, mas quase nenhuns viam porém...
Estávamos na quermesse e eu navegava, no tépido do meu rum, com destino àquela utopia aveludada de sereno torpor, areias finas e sol quente, quando o gelo quebrou do pior modo possível:
“Rita rói-me”
Quiseram o Rum e uma má coincidência que eu estivesse lá quando a ingenuidade se foi e uma carreira se perdeu entre argumentos esgrimidos, raivas rosnadas e assassinatos de caracteres…
“Rita rói-me” e na centelha dum desejo mal medido, se incendiou a pradaria chinesa da nossa quermesse!
Dizem que pela boca morre o peixe, mas a tensão hormonal do Reinaldo implicou realmente algo mais carnal – por assim dizer - para o fazer ruir. E Reinaldo precipitou-se pelo engodo do rosbife.
Talvez se a sua companheira não o tivesse abandonado para ir viver – como ela lhe cuspiu na cara - “com um homem a sério”, talvez ainda hoje o Reinaldo tivesse um futuro político. Talvez. Conjunturas são fáceis de fazer e o outro tipo era instrutor de Karaté.
Reinaldo viva dias de frustração? Como poderia não os viver em função da falta de rumo e rigor na condução da sua vida íntima e do Governo que teimávamos em tolerar [nós povo]?
Certo era é que Reinaldo não andava bem e desde a ruptura conjugal todas as características marcantes de um short-fused um tanto nervoso se tinham acentuado: Dava tonturas só de seguir o seu olhar inquieto dançando pendularmente em busca de pequenas quezílias, abafados conflitos e ásperas confrontações doutrinárias... Mas todos esses pretéritos folhetins tinham apenas ladrilhado o atalho para o abismo a céu aberto no qual iria tombar a reputação de Reinaldo - Reinaldo o Radical...


